
Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e cientista. É presidente da Academia da Inteligência, no Brasil.
“Os meus romances não pretendem criar tramas que apenas entretêm, divertem, excitam a emoção. Todos eles envolvem teses psicológicas, psiquiátricas, sociológicas e filosóficas. Têm a intenção de provocar o debate, viajar no mundo das ideias e ultrapassar as fronteiras do preconceito”.
“Muitos não entendem porque os meus livros são tão procurados… Talvez seja por causa das viagens pelo território do insondável mundo da mente humana.
Sinceramente não mereço este sucesso, sou apenas um escritor determinado, escrevo e reescrevo continuamente.”
Começo com essas citações "Curyanas" para logo mais reproduzir o prefácio do livro "12 Semanas Para Mudar Uma Vida", do mesmo. Ao lê-lo me alegrei em saber que alguém com uma arma de alcance tão grande, a literatura, publicasse no meio cristão algo tão óbvio, mas ao mesmo tempo tão anuviado.
Nesse momento me lembro de Paulo a caminho de Damasco cuja missão era mais uma vez perseguir os cristãos. De repente uma fonte de luz vem de encontro aos seus olhos e o joga ao chão. Sem o que fazer ele interroga o que estava havendo. Em meio a esta confusão surge uma voz que o interroga dizendo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Ele perguntou: “Quem És, Senhor?” E a resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo...”.(Atos 9:5). No mesmo instante ele fica cego, vulnerável. Não poderia ver quem ou o que estava a sua frente. Em meio à escuridão Jesus a quem Saulo persegue lhe dá instruções do que fazer a partir daquele momento.
Parece sem nexo o que escrevi, tendo em vista o início sobre a citação do livro, mas, aí que está a questão! Para nós, cristãos, esse anuviar deve ser a resposta que procuramos. Por que? Porque devemos depender de Deus para qualquer coisa que façamos.
E na sociedade de hoje a abertura dos olhos está contraditória, já que o processo foi o inverso ao de Paulo. Paulo perdeu a visão para gerar dependência, hoje as pessoas têm informações e elementos tecnológicos as bombardeando por todos os lados e muitas vezes as dissocializando do contexto real de humanidade no sentido coletivo e muitas vezes prático da palavra.
Que fique claro que não sou contra o "progresso" e as ferramentas tecnologicas disponíveis. Sou contra a alienação escrava que arrebata vidas sutil ou escancaradamente ao limbo no mundo dos zumbis. Escravos do sistema, inclusive o de modismo, o sistema "fast-food", não de comidas, mas de ações. Quero dizer: A "babá eletrônica", a televisão. Os argumentos vazios, "eu tenho, e você?" Já cheguei a mil "amigos", tenho tantos "seguidores", etc, etc, etc...
Eu, Kleber Ribeiro, tenho sim Facebook, Twiiter, Myspace entre outras coisas. No entanto, a forma que usamos essas ferramentas mudam muito as situações. Deixa eu copiar a Bíblia agora e parafrasear, rs, rs, rs. Quem lê entenda o que eu estou dizendo! Parece complicado, mas nem é. Chega de delongar e agora vou ao prometido, o prefácio deste livro tão abençoado e elucidador de complicações psíquicas que "geramos" durante uma vida.
"Minha tragetória como pesquisador científico e produtor de conhecimento sobre o fantástico mundo do funcionamento da nossa mente me convenceu de que a nossa espécie, em particular as sociedades modernas, adoece coletivamente. Enumerei apenas alguns pontos em que fundamento minha preocupação e a necessidade do projeto deste livro:
1. A tristeza e a angústia estão aumentando. A indústria do lazer está se expandindo. Nunca tivemos uma fonte de estímulos para excitar a energia emocional como na atualidade. A indústria da moda, os parques temáticos, os jogos esportivos, a Internet, a televisão, os estilos musicais e a literatura explodiram nas últimas décadas. Esperávamos que nossa geração fosse a que vivesse o mais intenso oásis de prazer e tranquilidade. Nós nos enganamos, jamais fomos tão tristes e inseguros.
2. A solidão está se expandindo. As sociedades estão adensadas. No começo do século XX, éramos pouco mais de um bilhão de pessoas. Hoje, só a China e a Índia têm, cada uma, mais de um bilhão de habitantes. Por vivermos tão próximos fisicamente, pensamos que a solidão seria estancada. Mas nos enganamos novamente, a solidão nos contaminou. As pessoas estão sós nos elevadores, no ambiente de trabalho, nas ruas, nas praças esportivas. Estão sós no meio da multidão.
3. O diálogo está morrendo. Muitos só sabem falar de si mesmos quando estão diante de um psiquiatra ou psicólogo. Pais e filhos não cruzam suas histórias, raramente trocam experiências de vida. A família moderna está se tornando um grupo de estranhos, todos vivem ilhados em seu próprio mundo.
4. As discrminações chegaram a patamares insuportáveis. Perdemos o sentido de espécie, estamos indo contra o grito de mais de 100 bilhões de células e contra o clamor do fantástico funcionamento da mente que nos acusam de sermos uma única e intrigante espécie. Mas, infelizmente, nos dividimos, discriminamos e excluímos. Não honramos o espetáculo das idéias, nossa capacidade de pensar.
5. Os pensadores estão morrendo. OS estudantes no mundo todo estão se tornando, em sua grande maioria, do ensino fundamental à universidade, uma massa de repetidores de informações e não de pensadores que amam a arte da crítica e da dúvida. Aprendemos a explorar os detalhes dos átomos e as forças que regem o Universo, mas não sabemos explorar o mundo de dentro. Temos informações que nenhuma geração jamais teve, mas não sabemos pensar, transformar a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência.
6. A qualidade de vida está se deteriorando. Quanto pior a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio. Apesar dos avanços da medicina, da psicologia e da psiquiatria, o normal tem sido ser ansioso e estressado e o anormal tem sido ser tranquilo e relaxado. As ciências da psique têm enfocado o tratamento e não a prevenção. Nada é tão injusto, como produzir um ser humano doente para depois tratá-lo, produzir as lágrimas para depois aliviá-las.
Esses seis argumentos não são pessimistas, mas realistas. Muitos se importam com sua própria vida; eu, apesar de ter vários defeitos, tenho aprendido a me apaixonar pela espécie humana e a amar as pessoas. por isso, me importo com a qualidade de vida delas, mesmo daquelas que não conheço."
Então. Acho que amar o nosso próximo como a nós é um exercício abençoador. Na verdade o equilíbrio, o domínio próprio é um dos frutos do Espírito e, se sobermos dosar as nossas atitudes, seremos pessoas bem informadas, que usufruirão das ferramentas que estão aí ótimas inclusive, para anunciar Jesus, e ainda assim, seremos uma família.
Os seguintes versículos dizem:
Efésios 4:4-6
"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos."
Gálatas 6:2
"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo."
Fecho esse post, lembrando que somos uma família e que no meio de nós não existe Super Homem. De fato temos um super Deus e ainda assim, Ele não sai estralando os dedos pra que as coisas aconteçam.
Por isso, se você perceber alguém bitolado em algo, a ponto de se isolar, ajude ele e não esqueça: Não aponte seu dedão jamais, só estenda a mão!
Um forte abraço e até mais.
“Os meus romances não pretendem criar tramas que apenas entretêm, divertem, excitam a emoção. Todos eles envolvem teses psicológicas, psiquiátricas, sociológicas e filosóficas. Têm a intenção de provocar o debate, viajar no mundo das ideias e ultrapassar as fronteiras do preconceito”.
“Muitos não entendem porque os meus livros são tão procurados… Talvez seja por causa das viagens pelo território do insondável mundo da mente humana.
Sinceramente não mereço este sucesso, sou apenas um escritor determinado, escrevo e reescrevo continuamente.”
Começo com essas citações "Curyanas" para logo mais reproduzir o prefácio do livro "12 Semanas Para Mudar Uma Vida", do mesmo. Ao lê-lo me alegrei em saber que alguém com uma arma de alcance tão grande, a literatura, publicasse no meio cristão algo tão óbvio, mas ao mesmo tempo tão anuviado.
Nesse momento me lembro de Paulo a caminho de Damasco cuja missão era mais uma vez perseguir os cristãos. De repente uma fonte de luz vem de encontro aos seus olhos e o joga ao chão. Sem o que fazer ele interroga o que estava havendo. Em meio a esta confusão surge uma voz que o interroga dizendo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Ele perguntou: “Quem És, Senhor?” E a resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo...”.(Atos 9:5). No mesmo instante ele fica cego, vulnerável. Não poderia ver quem ou o que estava a sua frente. Em meio à escuridão Jesus a quem Saulo persegue lhe dá instruções do que fazer a partir daquele momento.
Parece sem nexo o que escrevi, tendo em vista o início sobre a citação do livro, mas, aí que está a questão! Para nós, cristãos, esse anuviar deve ser a resposta que procuramos. Por que? Porque devemos depender de Deus para qualquer coisa que façamos.
E na sociedade de hoje a abertura dos olhos está contraditória, já que o processo foi o inverso ao de Paulo. Paulo perdeu a visão para gerar dependência, hoje as pessoas têm informações e elementos tecnológicos as bombardeando por todos os lados e muitas vezes as dissocializando do contexto real de humanidade no sentido coletivo e muitas vezes prático da palavra.
Que fique claro que não sou contra o "progresso" e as ferramentas tecnologicas disponíveis. Sou contra a alienação escrava que arrebata vidas sutil ou escancaradamente ao limbo no mundo dos zumbis. Escravos do sistema, inclusive o de modismo, o sistema "fast-food", não de comidas, mas de ações. Quero dizer: A "babá eletrônica", a televisão. Os argumentos vazios, "eu tenho, e você?" Já cheguei a mil "amigos", tenho tantos "seguidores", etc, etc, etc...
Eu, Kleber Ribeiro, tenho sim Facebook, Twiiter, Myspace entre outras coisas. No entanto, a forma que usamos essas ferramentas mudam muito as situações. Deixa eu copiar a Bíblia agora e parafrasear, rs, rs, rs. Quem lê entenda o que eu estou dizendo! Parece complicado, mas nem é. Chega de delongar e agora vou ao prometido, o prefácio deste livro tão abençoado e elucidador de complicações psíquicas que "geramos" durante uma vida.
"Minha tragetória como pesquisador científico e produtor de conhecimento sobre o fantástico mundo do funcionamento da nossa mente me convenceu de que a nossa espécie, em particular as sociedades modernas, adoece coletivamente. Enumerei apenas alguns pontos em que fundamento minha preocupação e a necessidade do projeto deste livro:
1. A tristeza e a angústia estão aumentando. A indústria do lazer está se expandindo. Nunca tivemos uma fonte de estímulos para excitar a energia emocional como na atualidade. A indústria da moda, os parques temáticos, os jogos esportivos, a Internet, a televisão, os estilos musicais e a literatura explodiram nas últimas décadas. Esperávamos que nossa geração fosse a que vivesse o mais intenso oásis de prazer e tranquilidade. Nós nos enganamos, jamais fomos tão tristes e inseguros.
2. A solidão está se expandindo. As sociedades estão adensadas. No começo do século XX, éramos pouco mais de um bilhão de pessoas. Hoje, só a China e a Índia têm, cada uma, mais de um bilhão de habitantes. Por vivermos tão próximos fisicamente, pensamos que a solidão seria estancada. Mas nos enganamos novamente, a solidão nos contaminou. As pessoas estão sós nos elevadores, no ambiente de trabalho, nas ruas, nas praças esportivas. Estão sós no meio da multidão.
3. O diálogo está morrendo. Muitos só sabem falar de si mesmos quando estão diante de um psiquiatra ou psicólogo. Pais e filhos não cruzam suas histórias, raramente trocam experiências de vida. A família moderna está se tornando um grupo de estranhos, todos vivem ilhados em seu próprio mundo.
4. As discrminações chegaram a patamares insuportáveis. Perdemos o sentido de espécie, estamos indo contra o grito de mais de 100 bilhões de células e contra o clamor do fantástico funcionamento da mente que nos acusam de sermos uma única e intrigante espécie. Mas, infelizmente, nos dividimos, discriminamos e excluímos. Não honramos o espetáculo das idéias, nossa capacidade de pensar.
5. Os pensadores estão morrendo. OS estudantes no mundo todo estão se tornando, em sua grande maioria, do ensino fundamental à universidade, uma massa de repetidores de informações e não de pensadores que amam a arte da crítica e da dúvida. Aprendemos a explorar os detalhes dos átomos e as forças que regem o Universo, mas não sabemos explorar o mundo de dentro. Temos informações que nenhuma geração jamais teve, mas não sabemos pensar, transformar a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência.
6. A qualidade de vida está se deteriorando. Quanto pior a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio. Apesar dos avanços da medicina, da psicologia e da psiquiatria, o normal tem sido ser ansioso e estressado e o anormal tem sido ser tranquilo e relaxado. As ciências da psique têm enfocado o tratamento e não a prevenção. Nada é tão injusto, como produzir um ser humano doente para depois tratá-lo, produzir as lágrimas para depois aliviá-las.
Esses seis argumentos não são pessimistas, mas realistas. Muitos se importam com sua própria vida; eu, apesar de ter vários defeitos, tenho aprendido a me apaixonar pela espécie humana e a amar as pessoas. por isso, me importo com a qualidade de vida delas, mesmo daquelas que não conheço."
Então. Acho que amar o nosso próximo como a nós é um exercício abençoador. Na verdade o equilíbrio, o domínio próprio é um dos frutos do Espírito e, se sobermos dosar as nossas atitudes, seremos pessoas bem informadas, que usufruirão das ferramentas que estão aí ótimas inclusive, para anunciar Jesus, e ainda assim, seremos uma família.
Os seguintes versículos dizem:
Efésios 4:4-6
"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos."
Gálatas 6:2
"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo."
Fecho esse post, lembrando que somos uma família e que no meio de nós não existe Super Homem. De fato temos um super Deus e ainda assim, Ele não sai estralando os dedos pra que as coisas aconteçam.
Por isso, se você perceber alguém bitolado em algo, a ponto de se isolar, ajude ele e não esqueça: Não aponte seu dedão jamais, só estenda a mão!
Um forte abraço e até mais.
Eu me chamo Hermesson, e gosto muito dos livros do Augusto Cury.Gosto mais ainda quando ele relata em seus livros sobre Jesus, sua vida, seus ensinamentos, sua virtude. Já li O Código da Inteligência, O Mestre dos Mestres e O Mestre do Amor e fiquei impressionado com sua "visão multiangular" em cada esfera do estudo humano.
ResponderExcluirSim, Hermesson. Não sou exatamente um leitor assíduo de suas obras, mas pretendo ser. São lições que transformam.
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