CRIADO NO BRASIL, O RITMO É UMA NOVA OPÇÃO PARA OS MORADORES
DE SÃO SEBASTIÃO QUE PROCURAM LAZER E CULTURA NA CIDADE.
Há quase seis meses
vários grupos de sambistas se reúnem em São Sebastião aos domingos para
gratuitamente alegrar à comunidade. Entre eles estão: Grupo Samba Ativo, Grupo
Pura Pegada e o legendário Kaoka. Neste domingo (26/04), com essa junção,
aconteceu a primeira Roda Oficial de São Samba Na Rua. O clima era de total
descontração onde músicos, intérpretes, dançarinos e público se misturavam. Na
hora em que apresentavam o hino eternizado na voz de Alcione, “Não Deixe o
Samba Morrer”, foi a introdução que deu o tempero especial. Feita de forma que
criou um certo suspense, trouxe euforia aos participantes ávidos por batucagem.
Mas o ritmo nasceu bem
antes. Veio das misturas de estilos musicais originados na África e aqui no
Brasil. Tem o significado ligado às danças típicas. Sendo o primeiro samba
brasileiro, gravado pelo telefone no ano de 1916 e cantado por Baiano com letra
de Donga e Mauro de Almeida.
O samba é hoje uma das
manifestações artística que representa a brasilidade cultural expressada na
maior festa popular da atualidade. No carnaval, por vezes apresentado numa
super produção e as vezes em reuniões de amigos para celebrar a felicidade.
Exatamente no clima de simplicidade e aconchego proporcionado no evento.
O cantor e compositor
Kaká Ouvídio se descreve como o próprio samba. Carioca de origem, foi lá que
cresceu envolvido com a sonoridade. Na Apoteose teve seu momento de glória
sendo intérprete numa grande escola de samba. “Eu vivi no meio de grandes nomes
que estavam sempre nas rodas de rua mostrando os melhores sambas, disse o
músico”. Já a funcionaria pública, Sueli Martins, aproveita para dar aquela
paquerada. “O ambiente facilita. Todo mundo se divertindo e esbanjando
sensualidade. Assim fica fácil”, reconhece a professora.
Quem é frequentador do
São Samba vai encontrar mais que cultura afro-brasileira, tem literatura e
poesia. Casamento perfeito, demostrado algumas vezes com técnica teatral. Um
verdadeiro show, sendo os moradores os artistas principais.
Mais atravessando a
história, o ritmo criou asas. Se ramificou e trouxe subdivisões para todos os
gostos. Tem o samba choro, samba rock, samba reggae, samba enredo. Só para citar
alguns. Depois, outras sonoridades foram incorporadas criando novos filhos.
Como por exemplo, o pagode e o axé.
Reza a lenda que foi a
voz forte do saudoso Dorival Caymmi que dividiu a humanidade ou pelo menos o
país com a histórica frase: “Quem não gosta de samba / bom sujeito não é / é
ruim da cabeça / ou doente do pé”. Em qual grupo você se encontra? Com a cara
que eu tenho, digamos, “meio importada” não sou um exemplo de dançarino, mas a
gente vai tentando. E como diz o ditado: “Quem vê cara não vê coração”. Sou
brasileiro, sou mistura, sou samba e também cultura. Agora a pergunta que não
quer calar: Quem me acompanha!?
Quadra 103 Conj. 16 Casa 01, São Sebastião
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